Um grande time que entra em qualquer campeonato ou torneio com ambição de chegar às finais precisa saber vencer partidas mesmo quando não joga bem. Segundo a análise de Casagrande, o Flamengo comandado por Filipe Luís já alcançou exatamente esse estágio.
Isso ficou evidente nas vitórias sobre Cruz Azul e Pyramids. Em ambos os confrontos, o Rubro-Negro encontrou formas diferentes de decidir os jogos, mesmo sem apresentar seu futebol mais vistoso.
Arrascaeta decide com talento e genialidade
Contra os mexicanos, o Flamengo contou com a genialidade de Arrascaeta. O camisa 10 decidiu a partida com dois gols, além de demonstrar técnica refinada e qualidade acima da média, sendo determinante no resultado.
Já diante dos egípcios, o protagonismo apareceu de outra maneira: as jogadas ensaiadas de bola parada foram decisivas, com gols de cabeça dos zagueiros e assistências precisas de Arrascaeta.
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Bola parada treinada e extremamente eficaz
Assim como ocorreu na final da Libertadores contra o Palmeiras, as jogadas ensaiadas voltaram a funcionar — e com perfeição. Para Casagrande, isso é reflexo de um trabalho coletivo sólido da comissão técnica do Flamengo, que treina exaustivamente tanto as bolas paradas ofensivas quanto as defensivas.
Danilo, Léo Ortiz e Léo Pereira se destacam nesse contexto. Defensivamente, não perdem uma bola aérea. Ofensivamente, tornam-se decisivos em jogos grandes, aparecendo como elemento surpresa, vindo de trás, ganhando impulso e finalizando de cabeça de forma letal.
Trata-se de uma jogada muito bem ensaiada e que se mostra fatal contra qualquer adversário.
Vitória sem sofrer, mesmo jogando abaixo
Casagrande também ressalta que dizer que o Flamengo sofreu é um equívoco. O time até jogou mal em alguns momentos, com lentidão e excesso de passes laterais e para trás, mas ainda assim foi tecnicamente muito superior ao Pyramids.
Essa superioridade permitiu ao Flamengo mostrar que possui múltiplas formas de vencer uma partida, mesmo quando está longe de apresentar seu melhor futebol.
Final contra o PSG exige atuação perfeita
Agora, na quarta-feira (17), o Flamengo disputa a final da Copa Intercontinental diante do PSG, equipe dirigida por Luis Enrique. Para Casagrande, o confronto coloca frente a frente dois times técnicos, ofensivos e que praticam marcação sob pressão.
O favoritismo está com os franceses, mas o ex-jogador pondera que não seria absurdo ver o Flamengo surpreender. Para isso, porém, o time precisará jogar tudo o que sabe.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
Não há espaço para distrações como nas partidas anteriores. Será necessária a melhor atuação do ano para tentar conquistar o título mundial novamente, algo que não acontece há 44 anos.
Quem sabe, na visão de Casagrande, o camisa 10 da Gávea não volte a ser o melhor em campo, como ocorreu em Tóquio, em 1981, e o Flamengo retorne ao Brasil com mais um troféu histórico para a coleção da temporada.













