Em um intervalo inferior a um mês, Gonzalo Plata deixou de ser visto como um atleta com “dificuldades de integração” para se tornar presença constante e titular sob o comando de Leonardo Jardim. A transformação aconteceu após o empate contra o Corinthians, em 22 de março, quando o atacante sequer foi relacionado.
Blindagem interna e estratégia do clube
Inicialmente, o Flamengo adotou uma postura de proteção ao jogador, buscando conter a exposição negativa e resolver as questões longe dos holofotes. Em declarações públicas, o presidente Bap afastou qualquer possibilidade de negociação do equatoriano de 25 anos, que possui vínculo até 2029. Considerado um atleta de seleção e um ativo relevante, a ideia foi evitar desvalorização antes de uma janela de transferências.
Conversa direta com o treinador
Outro ponto decisivo foi um diálogo transparente entre Leonardo Jardim e Plata. O treinador demonstrou confiança no atleta, que respondeu com empenho nas atividades. A evolução do atacante, que vinha sendo impactado por questões extracampo, tornou-se um objetivo claro do técnico português, conhecido por priorizar a gestão humana.
Importância no elenco e carência no setor
Além da valorização do jogador, diretoria e comissão técnica entenderam que abrir mão de Plata não seria viável. O elenco conta com poucas opções de velocidade pelos lados, e o equatoriano figura entre os que mais atuaram na última temporada.
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Punição e ajustes de comportamento
Plata chegou a ser penalizado financeiramente pela diretoria devido à postura no dia a dia. Internamente, avaliou-se que houve um momento de relaxamento, posteriormente corrigido. O jogador recebeu cobranças para ajustar sua rotina, enquanto o clube optou por dar suporte para sua retomada dentro de campo.
Desempenho na seleção como fator decisivo
Outro elemento relevante foi sua atuação pela seleção do Equador. Convocado na última Data Fifa, Plata teve bom desempenho nos amistosos diante de Marrocos e Holanda. Ele aparece como presença quase certa na Copa do Mundo, o que também impacta positivamente sua imagem no clube.
Sequência de jogos e retomada da confiança
Após o episódio envolvendo o Corinthians, o atacante passou a ser relacionado em seis partidas, entrando em campo em cinco delas. Foi titular em três confrontos — contra Cusco, Fluminense e Bahia — todos com vitórias do Flamengo. O rendimento garantiu, ao menos por ora, a confiança de Jardim.
— Ele teve um momento difícil, que não estava em condições de ajudar a equipe. Depois da seleção, voltou mais inteiro, mais focado e está a mostrar o seu valor e isso que todos querem, o Plata em um bom nível para ajudar os companheiros e o Flamengo — explicou Jardim depois do jogo contra o Cusco, pela Libertadores.
Antes da virada, pouca utilização
Nos primeiros cinco compromissos sob o comando do treinador, Plata teve participação limitada. Entrou apenas nos minutos finais contra Fluminense (Carioca) e Botafogo (Brasileirão), não saiu do banco diante de Cruzeiro e Remo e ficou fora da lista contra o Corinthians. Na ocasião, Jardim justificou a decisão apontando falta de “concentração, atitude e empenho físico”.
Equilíbrio técnico como desafio
O desempenho físico sempre foi um ponto positivo do atacante, fator que já havia lhe garantido espaço anteriormente com Filipe Luís. No entanto, sua irregularidade técnica gerava questionamentos internos. O desafio atual da comissão técnica é equilibrar esses aspectos para aumentar sua contribuição ofensiva. Em 2026, Plata soma um gol e uma assistência em 16 partidas.
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