Durante o período de intertemporada, o Flamengo utiliza o calendário sem jogos oficiais para promover a integração de jovens promessas ao elenco principal. Alfredo Almeida, diretor das categorias de base, reforça a importância do clube em seguir revelando atletas com nível semelhante ao de Vini Jr e Lucas Paquetá, mas principalmente garantindo que esses jogadores consigam se consolidar no time profissional.
O dirigente enfatiza que o trabalho da base vai além de proporcionar oportunidades de estreia, sendo essencial preparar os atletas para se manterem no mais alto nível do futebol.
— Não só ficar lá em cima, mas se firmar lá em cima. A nossa responsabilidade é preparar o atleta, porque muitas vezes a oportunidade até surge, mas depois ela não está alinhada com a preparação que o atleta tinha. É a nossa responsabilidade ter mais Vinícius Júnior, mais Paquetás, que são atletas que nós sabemos que estavam preparados para a oportunidade -, disse, antes de continuar:
— Queremos mais e temos essa responsabilidade de preparar para cimentar lá em cima e depois, se há uma transferência grande, se são títulos do futebol profissional, que seja tudo em conjunto, mas têm que estar preparados -, afirmou o dirigente.
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Integração entre base e profissional no Flamengo
A pausa do calendário por conta da Copa do Mundo altera a rotina no Ninho do Urubu. Nesse cenário, o Flamengo aproveita o período para observar jovens atletas e dar mais rodagem a promessas junto ao grupo principal comandado por Leonardo Jardim, ampliando opções para o restante da temporada.
A transição entre base e profissional acontece por meio de um monitoramento constante entre os departamentos. Segundo Alfredo de Almeida, o alinhamento entre as comissões técnicas é fundamental para acelerar o desenvolvimento dos jogadores.
— Houve um planejamento, conversa e alinhamento feito entre o futebol de base e o futebol profissional para os jogadores que vão estar na intertemporada dentro daquilo que são as necessidades do Leonardo Jardim. O mais importante é eles estarem preparados para esses dias, esses momentos e esses minutos que podem ter no treino ou para a utilização com mais tempo -, revelou.
— Conversamos e estamos alinhados, sabemos aqui o que o futebol profissional hoje tem e o que a base tem. Não tenho a mínima dúvida que o nosso treinador do futebol profissional está super preparado e habituado a saber o que é trabalhar com a base, com os jovens e aquilo que é necessário para os jovens se firmarem. Mais do que estarmos alinhados, o Jardim muitas vezes também ajuda naquilo que é o processo de formação dos atletas de base, isso é fundamental -, disse.
Saída de promessa e responsabilidade da base
O debate sobre a formação de atletas também incluiu a transferência de Ryan Roberto para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. O atacante, após meses de negociação e afastamento do sub-20, foi vendido por 9,5 milhões de euros fixos (R$ 56,31 milhões na cotação atual), além de bônus por metas. O contrato que iria até março de 2027 foi encerrado com a transferência.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
— Para nós conseguirmos os objetivos é preciso duas vontades quererem, a vontade do clube e a vontade do atleta. Tudo aquilo que o clube poderia fazer, foi feito. O Flamengo apresentou, estruturou, mas depois tem que haver a vontade do atleta e aí nós já não podemos controlar, foi o caso específico do Ryan Roberto -, disse.
As considerações de Alfredo de Almeida encerraram o workshop da Flamengo Academy, que abordou cultura, processos e metodologias de formação. A iniciativa reforçou pontos considerados essenciais para o desenvolvimento e sucesso das promessas reveladas pelo clube rubro-negro.













