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Bap elogia Leonardo Jardim, cita Samuel Lino e detalha decisão sobre Filipe Luís

Mandatário rubro-negro destacou a influência do treinador português na evolução do elenco e explicou os motivos que levaram à troca no comando técnico.

BAP presidente do Flamengo
BAP presidente do Flamengo

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, voltou a abordar a mudança no comando técnico do clube durante participação no “Podcast do Barba”, nesta segunda-feira (13). Na entrevista, o dirigente fez diversos elogios ao trabalho desenvolvido por Leonardo Jardim e ressaltou a influência do treinador na evolução de jogadores do elenco, especialmente Samuel Lino.



— Quando eu vejo o que ele (Jardim) está fazendo com o Samuel Lino, trazendo o Samuel mais por dentro, você vê a mão do treinador, você vê o talento do cara de perceber, ele faz um ajuste e resolve parte de um problema, e o jogador cresce. É muito satisfatório. Você vê o Wallace entrando e fazendo um gol importante —, iniciou.

— Você vê o Lorran, que é uma esperança de todo rubro-negro. O Royal está jogando. O João Victor e o Vitão fizeram uma intertemporada sensacional. É o que se espera do treinador. O treinador do Flamengo é eterno? Não, nada é eterno. Mas eu fico muito feliz com o que eu vejo agora e estou animado por esse retorno —, disse Bap em entrevista ao “Podcast do Barba”.

Bap voltou a explicar a saída de Filipe Luís

Durante a entrevista, o presidente também foi questionado sobre a demissão de Filipe Luís, ocorrida em março, logo após a goleada por 8 a 0 sobre o Madureira, pela semifinal do Campeonato Carioca. Segundo Bap, a decisão já havia sido tomada antes mesmo da partida em razão de diversos fatores.



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Entre os motivos citados está o desempenho apresentado pelo time nos primeiros meses da temporada e as mudanças realizadas no planejamento para o retorno da equipe aos gramados. Como o Flamengo disputou o Mundial até o fim de dezembro, a programação inicial previa que o elenco principal só estreasse na última semana de janeiro, pelo Campeonato Brasileiro.

Entretanto, o fraco rendimento da equipe formada por jogadores da base no Campeonato Carioca fez com que o clube antecipasse o retorno do elenco principal, alterando completamente o planejamento elaborado pela comissão técnica.

Confira o pronunciamento completo de Bap

“Não teve planejamento nenhum, isso é uma conversa fiada. Teve uma ideia na cabeça de algumas pessoas e que não foram divididas com o presidente do Flamengo. A data para a volta inicial era 6 de janeiro. Depois ela foi para 12 de janeiro. E nunca ninguém me disse que o plano ou que a ideia de alguém seria voltar contra o São Paulo. Essa é uma decisão institucional, não cabe a nenhum técnico do Flamengo tomar essa decisão. Quem toma essa decisão sou eu. E eu não vou abrir mão disso. Não havia planejamento. O planejamento era muito claro, qual era a data que deviam voltar. E quem estendeu as férias dos atletas e combinou isso internamente sabe exatamente o que fez, por conta e risco próprio. Essa é a primeira coisa.



A segunda é que a minha responsabilidade é com o Flamengo. O Flamengo não ia jamais na minha gestão disputar um torneio de morte para não cair no Carioca. Quando a gente tomou a decisão em relação ao técnico, o Flamengo, de todos os clubes da Série A, era o de pior performance na data da demissão do nosso técnico. Então você tinha um filme positivo até o final do ano passado, e você tinha um início do ano horroroso. Para aquela circunstância, olhando para os outros clubes, se a gente olhasse o elenco que a gente tinha, o Corinthians jogou até dia 21 de dezembro e foi campeão da Copa do Brasil. Voltou antes que o Flamengo uma semana e jogou muito mais bola que o Flamengo, mereceu ganhar…

Se faz isso quando o presidente do Flamengo aprova esse planejamento. Se a ideia de João ou de Pedro não divide com o presidente do Flamengo é por sua conta e risco. Então há consequências. O Flamengo ganhou de oito, a decisão já estava tomada. Qualquer que fosse o resultado, ela já estava tomada. E estava tomada por quê? Pelo conjunto da obra do filme. Eu não vou entrar em outros detalhes, porque eu tenho uma relação ótima com o Filipe. Eu sou muito grato ao que ele fez pelo Flamengo. Mas casamentos acabam também.

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Eu tenho uma responsabilidade institucional com o Clube de Regatas do Flamengo. Eu não tenho compromisso com nada nem com ninguém no exercício da minha função que não seja com o Flamengo. Eu tomei a decisão que eu achava que era importante para o Flamengo naquele momento. É o que foi o início do ano do Flamengo, o que se dizia sobre intensidade, sobre o sistema defensivo, sobre as escolhas técnicas, sobre as escalações, sobre a falta de preparo físico do Flamengo. Os outros clubes, os 19 clubes de Série A, voltaram na mesma época. Por que estavam todos melhores do que a gente? Eu não sou profissional disso, mas eu tenho que exercer a minha função, não fechar os olhos para isso.

‘Ah mas o Flamengo não tem descanso’. Eu não tenho sábado, domingo, eu não tenho feriado, não tem data Fifa para presidente do Flamengo, não tem férias para presidente do Flamengo. As coisas continuam acontecendo. Quem quer trabalhar no Flamengo tem que ser Flamengo 24 por 7. Não pode tirar férias, não pode colocar sua agenda pessoal à frente dos interesses do clube. Ganhar é muito bom. Mas às vezes nem sempre quando você ganha tudo está certo, e nem sempre quando você perde tudo está tudo.

Nada do que eu estou dizendo era de desconhecimento de todo mundo que estava no futebol do Flamengo. Não é da minha personalidade não deixar claro o meu desconforto ou o que eu acho que está errado. Eu estava falando sobre insatisfação, eu deixei muito claro a cada dia, e teve dias que eu pontuei mais de uma vez sobre algumas coisas. Todo mundo erra, eu erro, você erra, o técnico erra, as coisas são naturais, menos as nossas escolhas. Se você combina de fazer A, faça A. Você diz que vai fazer A, você faz B, dá errado, e você continua insistindo. Eu entendo que que o Filipe é um grande técnico, eu torço para que ele dê certo no Monaco, acho que ele vai dar certo. Ele é um cara preparado, é um cara correto. Mas no Flamengo, naquele momento, eu não entendia que fosse o adequado para o clube.

Naquela circunstância, olhando pro futuro, eu entendi que era a melhor decisão que a gente devia ter tomado. De lá pra cá, eu acho que nós evoluímos. Da mesma maneira que o Filipe deu uma contribuição importante para o Flamengo, o Leonardo também deu. Quando eu vejo agora o que ele está fazendo com o Samuel Lino, trazendo o Samuel mais por dentro, você vê a mão do treinador, você vê o talento do cara de perceber, ele faz um ajuste e resolve parte de um problema, e o jogador cresce. É muito satisfatório. Você vê o Wallace entrando e fazendo um gol importante. Você vê o Lorran, que é uma esperança de todo rubro-negro. O Royal está jogando. O João Victor e o Vitão fizeram uma intertemporada sensacional. É o que se espera do treinador. O treinador do Flamengo é eterno? Não, nada é eterno. Mas eu fico muito feliz com o que eu vejo agora e estou animado por esse retorno”.

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