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Clube alegou planejamento para cartão e negou prejuízo técnico em julgamento de Bruno Henrique

Bruno Henrique no STJD: Flamengo apresentou carta e reforçou tese de defesa

SALVADOR, BRAZIL - APRIL 6: Bruno Henrique of Flamengo celebrates his goal during the Brasileirão Betano 2025 match between Esporte Clube Vitória and Clube de Regatas do Flamengo at Estádio Manoel Barradas on April 6, 2025 in Salvador, Brazil. (Photo by Richard Callis/Sports Press Photo/Getty Images)

Durante o julgamento de Bruno Henrique nesta quinta-feira (4), o Flamengo entregou uma carta ao STJD. O documento, lido pelo advogado Michel Assef Filho, buscou reforçar a linha defensiva de que o cartão aplicado ao atacante não trouxe qualquer dano ao clube. Para a defesa, não houve manipulação de resultado, apenas a comunicação de uma informação já prevista.



Carta destacou planejamento da temporada

No texto, o Flamengo explicou que o cartão fazia parte do planejamento esportivo, já que evitaria a suspensão do jogador em um confronto decisivo. A diretoria também exaltou a postura de Bruno Henrique ao longo da carreira, reiterando o compromisso institucional com ética e fair play.

A carta serviu como peça central da defesa, sustentando que o episódio não passou de um repasse de informação e não configurou manipulação. A estratégia foi desvincular a acusação de apostas e mostrar que o clube não sofreu prejuízo esportivo.



Trecho da carta lida no STJD

“O Clube de Regatas do Flamengo […] vem respeitosamente informar e declarar que não teve prejuízo esportivo em decorrência do cartão amarelo recebido pelo atleta Bruno Henrique nos momentos finais da mencionada partida.”

“O cartão não aconteceu de forma inesperada, considerando o calendário da temporada, e em nada afetou o interesse esportivo do clube.”

“O Flamengo reitera seu compromisso com o fair play, repudia manipulação de resultados e ressalta que promove anualmente palestras sobre as regras vigentes, inclusive apostas esportivas.”

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Defesa contesta artigos do CBJD

Os advogados rebateram a acusação no artigo 243 do CBJD, que trata de prejuízo à própria equipe. Para eles, não houve qualquer efeito negativo na partida contra o Santos.

“Cadê o prejuízo? O delegado e a procuradoria falam em critério de desempate, mas quem estava acima do Flamengo era o Atlético-MG. E o critério foi saldo de gols.”

Também foi questionado o artigo 243-A, referente a conduta antiética. Segundo a defesa, a própria marcação da falta que gerou o cartão foi equivocada.



“Objetivamente, qual foi a atuação do Bruno Henrique que teria influenciado no resultado? Zero, nenhuma, nada.”

Preliminares rejeitadas

A defesa ainda tentou barrar o processo alegando prescrição, já que os prazos teriam sido ultrapassados. Parte dos auditores, como o presidente Marcelo Rocha, chegou a concordar, mas a maioria manteve o andamento. Outros pedidos, como a oitiva do árbitro Raphael Claus, também foram negados.

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Condenação e próximos passos

Bruno Henrique acabou punido com 12 jogos de suspensão e multa de R$ 60 mil. O Flamengo já anunciou que irá recorrer ao Pleno do STJD, confiando que os argumentos apresentados podem levar a uma absolvição em instância superior.

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