
Durante o julgamento de Bruno Henrique nesta quinta-feira (4), o Flamengo entregou uma carta ao STJD. O documento, lido pelo advogado Michel Assef Filho, buscou reforçar a linha defensiva de que o cartão aplicado ao atacante não trouxe qualquer dano ao clube. Para a defesa, não houve manipulação de resultado, apenas a comunicação de uma informação já prevista.
Carta destacou planejamento da temporada
No texto, o Flamengo explicou que o cartão fazia parte do planejamento esportivo, já que evitaria a suspensão do jogador em um confronto decisivo. A diretoria também exaltou a postura de Bruno Henrique ao longo da carreira, reiterando o compromisso institucional com ética e fair play.
A carta serviu como peça central da defesa, sustentando que o episódio não passou de um repasse de informação e não configurou manipulação. A estratégia foi desvincular a acusação de apostas e mostrar que o clube não sofreu prejuízo esportivo.
Trecho da carta lida no STJD
“O Clube de Regatas do Flamengo […] vem respeitosamente informar e declarar que não teve prejuízo esportivo em decorrência do cartão amarelo recebido pelo atleta Bruno Henrique nos momentos finais da mencionada partida.”
“O cartão não aconteceu de forma inesperada, considerando o calendário da temporada, e em nada afetou o interesse esportivo do clube.”
“O Flamengo reitera seu compromisso com o fair play, repudia manipulação de resultados e ressalta que promove anualmente palestras sobre as regras vigentes, inclusive apostas esportivas.”
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Os advogados rebateram a acusação no artigo 243 do CBJD, que trata de prejuízo à própria equipe. Para eles, não houve qualquer efeito negativo na partida contra o Santos.
“Cadê o prejuízo? O delegado e a procuradoria falam em critério de desempate, mas quem estava acima do Flamengo era o Atlético-MG. E o critério foi saldo de gols.”
Também foi questionado o artigo 243-A, referente a conduta antiética. Segundo a defesa, a própria marcação da falta que gerou o cartão foi equivocada.
“Objetivamente, qual foi a atuação do Bruno Henrique que teria influenciado no resultado? Zero, nenhuma, nada.”
Preliminares rejeitadas
A defesa ainda tentou barrar o processo alegando prescrição, já que os prazos teriam sido ultrapassados. Parte dos auditores, como o presidente Marcelo Rocha, chegou a concordar, mas a maioria manteve o andamento. Outros pedidos, como a oitiva do árbitro Raphael Claus, também foram negados.
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Condenação e próximos passos
Bruno Henrique acabou punido com 12 jogos de suspensão e multa de R$ 60 mil. O Flamengo já anunciou que irá recorrer ao Pleno do STJD, confiando que os argumentos apresentados podem levar a uma absolvição em instância superior.












