O Flamengo venceu o Racing por 1 a 0 no jogo de ida da semifinal da Libertadores e ganhou também um aliado fora de campo: o histórico. Nas últimas décadas, o clube argentino tem apresentado um desempenho instável quando inicia um mata-mata atrás no placar, com uma taxa de cerca de 40% de eliminações nesse tipo de situação.
O levantamento mostra um retrospecto equilibrado, mas repleto de altos e baixos. Em cinco confrontos de Libertadores nos quais o Racing perdeu a primeira partida, conseguiu virar em três e foi eliminado em dois. Embora o número seja levemente positivo, o fator casa não se mostrou determinante — o time argentino chegou a cair mesmo jogando em Avellaneda, diante da própria torcida.
Eliminações marcantes em 1989 e 2015
Os anos de 1989 e 2015 ficaram marcados por desvantagens iniciais decisivas. Em ambas as temporadas, o Racing perdeu o jogo de ida e não conseguiu reagir, mesmo atuando em casa na volta.
1989: queda para o Atlético Nacional
No retorno à Libertadores após mais de duas décadas, o Racing enfrentou o Atlético Nacional nas oitavas de final e foi derrotado por 2 a 0 em Medellín. Na partida de volta, venceu por 2 a 1, mas o resultado agregado garantiu a eliminação.
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Oitavas de final – 1989:
05/04/1989 – Atlético Nacional 2×0 Racing
12/04/1989 – Racing 2×1 Atlético Nacional
2015: domínio sem eficiência
Mais de vinte anos depois, o roteiro se repetiu. Nas quartas de final da Libertadores de 2015, o Racing perdeu por 1 a 0 para o Guaraní no Paraguai e chegou ao jogo de volta precisando vencer. Apesar do domínio em Avellaneda, o empate em 0 a 0 decretou nova eliminação.
Quartas de final – 2015:
21/05/2015 – Guaraní 1×0 Racing
28/05/2015 – Racing 0x0 Guaraní
Reações bem-sucedidas em três ocasiões
As três classificações do Racing após começar atrás aconteceram nas quartas ou oitavas de final, e duas delas foram justamente contra o Peñarol — em 1997 e 2025. Nas duas vezes, o time uruguaio venceu por 1 a 0 no jogo de ida, e o Racing reagiu em casa.
Em 1997, a vaga nas semifinais veio após vitória pelo mesmo placar no tempo normal e triunfo nos pênaltis. Já na atual temporada, o clube de Avellaneda viveu um drama: o Peñarol vencia no placar agregado até os 83 minutos, quando o Racing empatou e virou nos acréscimos.
O outro exemplo foi em 2023, nas oitavas de final, contra o Atlético Nacional. O Racing perdeu a ida por 4 a 2 e venceu por 3 a 0 em casa, garantindo a classificação. Curiosamente, tanto as vitórias quanto as eliminações após derrotas na ida aconteceram em Avellaneda.
Desempenho quando perde por um gol
Quando o Racing inicia uma série de Libertadores perdendo por 1 a 0, o histórico mostra que o Flamengo tem motivos para manter o otimismo. Foram três confrontos com essa diferença mínima, e o time argentino foi eliminado em um deles.
O caso mais recente foi o de 2015, diante do Guaraní, quando perdeu a ida por 1 a 0 e não conseguiu reagir, mesmo com o apoio da torcida. Assim como naquela ocasião, o Flamengo chega ao segundo jogo com a mesma vantagem e pode empatar na Argentina para avançar à final.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
As duas classificações anteriores neste cenário foram sobre o Peñarol: uma decidida nos pênaltis e outra com gols nos acréscimos. A próxima partida promete ser de alto nível, mas o Rubro-Negro já provou ter força suficiente para buscar mais uma vitória no El Cilindro.
O que vem pela frente
O jogo de volta entre Racing e Flamengo acontece na próxima quarta-feira (29), às 21h30 (horário de Brasília), no estádio El Cilindro, em Avellaneda. O resultado do Maracanã permite que o Rubro-Negro jogue pelo empate para garantir vaga na grande final da Libertadores.













