A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) divulgou na noite desta segunda-feira (17) uma nota oficial sobre a possibilidade de alteração dos horários dos jogos do Campeonato Carioca. No comunicado, a entidade reconheceu que as altas temperaturas vêm prejudicando a prática do futebol e afirmou já estar em contato com as emissoras que detêm os direitos de transmissão para ajustar os horários das partidas da 11ª rodada.
Confira a nota oficial da FERJ
“NOTA OFICIAL
Diante da alta intensidade do calor no Rio de Janeiro, claramente prejudicial à excelência da prática do futebol, a todos os envolvidos no evento e ao torcedor, a FERJ, preocupada e atenta, está em contato com as detentoras de direitos de transmissão. O Campeonato Carioca Superbet 2025 para, contando com a sensibilidade de todas as partes, ajustar os horários dos jogos da 11ª rodada da Taça Guanabara e as grades de programação.”
Flamengo reforça pedido por mudanças nos horários
A insatisfação do Flamengo em relação ao horário das partidas do Carioca ficou ainda mais evidente após o clássico contra o Fluminense, realizado às 16h30 (horário de Brasília), no Maracanã. Jogadores e comissão técnica manifestaram desconforto com a alta temperatura, intensificando a reivindicação por ajustes nos horários dos confrontos.
Inicialmente, o Flamengo formalizou um pedido à FERJ para alterar o horário do jogo contra o Vasco, que estava previsto para 16h30. Com a concordância de ambos os clubes, a partida foi remarcada para às 21h45 (de Brasília) no último sábado (15). Agora, a tendência é que o Rubro-Negro também jogue contra o Maricá, pela 11ª rodada do Estadual, nesse mesmo horário.
SAFERJ também acompanha a questão
O Sindicato dos Atletas do Estado do Rio de Janeiro (SAFERJ) também se pronunciou sobre o tema. A entidade considera a preocupação com o calor válida, mas ressaltou que os clubes precisam ser mais criteriosos na assinatura dos contratos com as emissoras, pois são elas que determinam a grade de horários das transmissões.
“Só que nós entendemos também que não adianta o sindicato ficar tentando sozinho mudar essa situação, porque os clubes deveriam participar também, porque são eles que assinam o contrato e permitem que a televisão crie a grade de programação em cima do contrato assinado”, declarou Alfredo Sampaio, presidente da SAFERJ.
Ele ainda acrescentou: “Então, se os clubes se manifestarem, o sindicato se manifestar, com certeza, talvez sensibilize as emissoras de transmissão e elas talvez possam mudar. Então, o que nos resta é esperar, no primeiro momento, que haja sensibilidade das emissoras e no segundo momento, de fato, tentar buscar alguma medida judicial que impeça a realização desses jogos.”













