A postura de Filipe Luís em entrevistas coletivas sempre foi vista de forma positiva. No entanto, para o jornalista André Rocha, isso mudou recentemente, e o treinador passou a adotar um posicionamento diferente e controverso.
Segundo o comentarista, o técnico estaria mais preocupado em agradar seus jogadores e manter o ambiente interno do que com a percepção da imprensa ou da torcida, chegando a dizer “coisas absurdas” para reforçar essa relação.
“O Filipe, a impressão que dá, é de que ele não se incomoda de falar coisas que vão soar absurdas pra fora, contanto que ele não se queime pra dentro. Tipo, ele fala assim: ‘Eu vou falar que eu tô encantado com o Cebolinha pra eu poder ganhar o jogador. Pra eu trazer ele pra perto de mim, passar confiança pra ele. Não importa se o jornalista vai achar isso um absurdo, não importa se o torcedor vai achar isso um absurdo. Eu vou falar e dane-se’. Porque o que importa é do vestiário pra dentro” , declarou André.
Ainda segundo ele, Filipe Luís teria escolhido “o caminho de falar qualquer besteira” para garantir respaldo interno.
“Ele escolheu o caminho de falar qualquer besteira, contanto que isso soe bem do lado vestiário pra dentro” , disparou.
O comentarista destacou que essa característica não é novidade na carreira do atual treinador. Desde os tempos de jogador, Filipe já tinha perfil acolhedor e usava isso para ganhar o grupo. Hoje, esse traço é um trunfo para ter convencido os atletas a abraçarem sua filosofia de jogo e executarem com empenho.
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Para André Rocha, as entrevistas do técnico começaram muito bem, mas a falta de experiência teria influenciado na mudança.
“Sinceramente, assim, as coletivas do Filipe começaram muito boas, mas agora… E eu já sabia que isso ia acontecer, já imaginava. Ele tá fazendo isso agora, porque é muita novidade, novidade pra ele, novidade pra todo mundo” , afirmou.
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Apesar da crítica direta a Filipe Luís, o jornalista também apontou que o problema das entrevistas não é exclusivo do treinador do Flamengo, mas algo generalizado no futebol brasileiro.
“Eu acho, sinceramente, que essas coletivas, elas deveriam ser repensadas. Porque tá virando uma coisa assim… É o Abel fazendo o que ele faz, é treinador dando volta, é treinador fazendo o que o Filipe faz. Porque assim, é uma exposição duas, três vezes por semana do treinador no momento de resultado, ali, de cabeça quente, do resultado adverso e tal…” , sugeriu.













