O Flamengo iniciou uma reestruturação interna em sua abordagem no mercado de transferências. De acordo com a jornalista Raisa Simplicio, o clube carioca vem adotando uma filosofia diferente da gestão anterior, deixando de lado os grandes nomes para dar lugar a reforços com melhor custo-benefício. O responsável por executar essa nova política é José Boto, que chegou ao clube justamente por seu perfil de encontrar talentos fora do radar e sem gastar cifras exorbitantes.
A ideia da atual diretoria é abandonar o estilo “medalhão” que marcou a era Rodolfo Landim e Marcos Braz, quando o clube investia pesado em nomes consolidados. Agora, o foco é encontrar jogadores que entreguem dentro de campo, mas que não representem um grande impacto financeiro. A tentativa de contratar Mikey Johnston, atacante que atua na segunda divisão inglesa, é um exemplo claro dessa mudança de rota.
Essa reavaliação de estratégia busca não apenas eficiência financeira, mas também trazer um perfil mais dinâmico ao elenco. A intenção é evitar contratações óbvias e apostar em atletas promissores ou com bom histórico técnico, mas que estejam fora dos holofotes. Ainda assim, conforme apuração da jornalista, a diretoria mantém em mente a contratação de pelo menos um jogador de alto nível – um nome capaz de chegar com status de titular absoluto.
Mesmo que a prioridade seja o custo-benefício, isso não quer dizer que o clube irá fechar as portas para grandes nomes. A diretoria apenas quer que os movimentos no mercado estejam alinhados a essa nova lógica de eficiência, evitando gastos considerados desnecessários.
Negociação por Carrascal esbarra nessa nova política rubro-negra
Esse novo modelo de atuação ajuda a explicar a demora na conclusão da negociação com o meia colombiano Jorge Carrascal, atualmente no Dínamo Moscou. Segundo Raisa Simplicio, o Flamengo ainda tenta fechar a contratação do jogador, mas quer pagar menos do que o valor exigido pelos russos.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
O Rubro-Negro apresentou uma proposta de 12 milhões de euros (aproximadamente R$ 78 milhões), mas os dirigentes do clube russo rejeitaram a oferta. O Dínamo espera algo em torno de 15 milhões de euros (cerca de R$ 98 milhões) para liberar o atleta.
A diferença entre os valores reflete exatamente a tentativa da diretoria de se manter fiel ao novo plano de contratações. Carrascal, que pode atuar centralizado ou aberto pela ponta esquerda, é visto como uma peça importante para compor o elenco, especialmente pela semelhança de características com Arrascaeta. No entanto, o Flamengo não pretende ceder fácil às exigências financeiras do clube europeu, mantendo firme a linha adotada desde a chegada de José Boto.













