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Flamengo aprova novo Código Eleitoral e atualiza Estatuto, mas deixa voto online para discussão futura

Conselho Deliberativo aprovou ampla reforma eleitoral, incorporou novo Código ao Estatuto Social e deixou a implementação do voto online para futuras discussões.

Flamengo aprova Reforma Eleitoral, e adia o voto online
Flamengo aprova Reforma Eleitoral, e adia o voto online

O Flamengo avançou no processo de atualização de suas normas internas. Em reunião realizada na segunda-feira (13), o Conselho Deliberativo aprovou uma ampla reforma eleitoral, responsável por instituir o Código Eleitoral e de Boas Condutas, que passa a fazer parte do Estatuto Social do clube. Apesar das alterações aprovadas, a implementação do voto online nas eleições presidenciais acabou ficando de fora desta reformulação.



A proposta recebeu amplo respaldo dos conselheiros e estabelece novas diretrizes para o processo eleitoral do clube, além de promover mudanças em importantes dispositivos do Estatuto Social. Já a possibilidade de votação remota nas eleições presidenciais seguirá sendo debatida em futuras revisões das normas.

Por que o Flamengo não aprovou o voto online?

Mesmo com o clube permitindo votações remotas nas sessões do Conselho Deliberativo desde maio de 2025, a Comissão Permanente Eleitoral entendeu que a adoção do sistema para a eleição presidencial ainda seria precoce. Conforme o parecer apresentado aos conselheiros, o assunto provocou diferentes posicionamentos ao longo das discussões. Diante desse cenário, a comissão decidiu retirar o tema da reforma para preservar o consenso alcançado sobre os demais pontos do projeto.



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No documento, a comissão ressaltou que a decisão não significa uma rejeição ao voto online. O entendimento é de que a medida ainda demanda uma análise mais aprofundada, considerando questões estatutárias, tecnológicas, operacionais, financeiras, de segurança da informação e de credibilidade do processo eleitoral.

Cabe lembrar que o presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap) defendeu, durante sua campanha, a ampliação do acesso remoto às votações internas do Flamengo. Entretanto, a proposta apresentada na ocasião fazia referência apenas às deliberações institucionais do clube, sem tratar especificamente das eleições presidenciais.

Quais mudanças foram aprovadas no Estatuto?

Além da criação do Código Eleitoral e de Boas Condutas, o Conselho Deliberativo aprovou alterações em diversos artigos do Estatuto Social do Flamengo.



Entre as principais modificações estão:

* Inclusão oficial do Código Eleitoral como parte integrante do Estatuto Social;
* Determinação de que o associado deverá estar com as mensalidades quitadas até 31 de agosto do ano eleitoral para integrar a lista de eleitores;
* Criação de normas específicas para investigação e punição de infrações eleitorais;
* Reorganização das categorias de sócios com direito a voto, incluindo mudanças nos critérios de elegibilidade;
* Publicação da lista preliminar de eleitores até 31 de agosto e da relação definitiva até 14 de novembro;

Mergulhe na História Rubro-Negra:

* Regulamentação da composição da Comissão Permanente Eleitoral, que passará a contar com sete integrantes definidos pelo novo Código;
* Proibição da concessão de descontos, anistias, remissões ou qualquer benefício financeiro relacionado às contribuições sociais durante anos eleitorais;
* Obrigatoriedade de que o sistema de votação seja auditável, seguro e protegido contra fraudes;
* Ampliação da responsabilidade dos candidatos à presidência sobre os atos praticados pelos integrantes de suas respectivas chapas durante o processo eleitoral.

Como foi a aprovação da reforma?

A proposta foi aprovada com expressiva maioria no Conselho Deliberativo. Dos 678 votos registrados, considerando participações presenciais e remotas, 80,6% foram favoráveis ao novo texto.

Após a aprovação, a diretoria divulgou uma nota oficial afirmando que a atualização representa um fortalecimento do modelo de governança do Flamengo. Segundo o clube, as mudanças ampliam a transparência, reforçam a responsabilidade institucional e contribuem para a evolução dos processos internos.

Por outro lado, representantes de grupos de oposição fizeram críticas ao projeto. O principal questionamento é que parte das alterações concentra mais atribuições no Conselho de Administração, composto exclusivamente por integrantes da chapa vencedora da eleição, ao mesmo tempo em que reduz competências do Conselho Deliberativo, órgão formado por representantes de diferentes correntes políticas do clube.

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