Canal do Eu sou Flamengo no Whatsapp

Flamengo mantém posição contrária à Nova Liga e defende autonomia na venda de direitos de transmissão

Clube questiona termos comerciais do pré-acordo e recusa adesão à proposta conjunta de tv e marketing

BAP presidente do Flamengo em entrevista
BAP presidente do Flamengo em entrevista

O Flamengo segue firme em sua decisão de não assinar o pré-acordo proposto pela Nova Liga — iniciativa que reúne a Libra e a Liga Forte em um esforço para criar uma nova entidade organizadora do Campeonato Brasileiro. O clube carioca, ao lado de Corinthians e Palmeiras, se recusa a aderir ao Memorando de Entendimento (MOU) apresentado aos times da Série A, demonstrando desconforto especialmente com a cláusula que obriga a negociação coletiva dos direitos de transmissão e propriedades comerciais.



Segundo informações do UOL, o documento propõe uma cooperação entre os clubes para viabilizar a criação da nova liga em até seis meses. Entre os pontos centrais, está a exigência de que todos os membros firmem compromisso com a negociação conjunta dos direitos de TV para o período de 2030 a 2039. No entanto, o Flamengo entende que esse modelo engessa sua liberdade de explorar comercialmente seu enorme potencial de audiência — algo que considera injusto se tiver que dividir cotas igualmente com clubes de menor alcance.

Questionamentos do Flamengo giram em torno da parte comercial

Entre os principais pontos de atrito está justamente a parte comercial do acordo. O Flamengo, assim como o Corinthians, contesta os termos que obrigam os clubes a abrirem mão da autonomia para negociar não só os direitos de TV, mas também outras propriedades de marketing envolvidas. Já o Palmeiras, embora também não tenha assinado o MOU, argumenta que ainda não enxerga uma união sólida e coesa entre os clubes brasileiros para sustentar o projeto.



O documento prevê a criação de um comitê responsável por estruturar a nova liga, organizar seu funcionamento e garantir que os contratos de mídia e patrocínio sejam conduzidos de forma conjunta. No entanto, o Rubro-Negro acredita que clubes com audiências e torcidas muito superiores não devem ser colocados no mesmo patamar de divisão financeira, como propõe o modelo atual.

Mergulhe na História Rubro-Negra:

Outro fator que pesa contra a adesão flamenguista é a cláusula que proíbe os clubes de realizarem negociações paralelas dos seus direitos — algo que vai de encontro à postura histórica do clube em priorizar sua autonomia nas relações comerciais.



Além da tv, Nova Liga quer gerir outras propriedades de valor

O escopo do pré-acordo não se limita apenas aos direitos de transmissão. Ao todo, 13 ativos comerciais estão incluídos na proposta de gestão coletiva. Isso engloba desde os naming rights do Campeonato Brasileiro — atualmente patrocinado pela Betano — até propriedades como plataformas de fantasy game (ex: Cartola FC), jogos eletrônicos (como EA FC e Pro Evolution Soccer), entre outros.

Pelo modelo apresentado, 85% da receita gerada por essas propriedades seria destinada aos clubes da Série A, enquanto os da Série B ficariam com 15% do montante. Ainda assim, o Flamengo entende que seu peso comercial e midiático justifica uma abordagem diferenciada — o que sustenta sua resistência ao projeto, pelo menos da forma como está estruturado atualmente.



SHARE