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Flamengo mira acordo histórico para naming rights do Maracanã

Clube negocia contrato que pode superar marca inédita no país e inclui novos modelos de receita

Maracanã, Estádio Mário Filho
Maracanã, Estádio Mário Filho

Nesta segunda-feira (11), durante reunião do Conselho Deliberativo, o Flamengo apresentou avanços nas negociações para os naming rights do Maracanã. De acordo com a diretoria, já existem cinco interessados ativos e a expectativa é fechar um contrato que pode render até R$ 60 milhões por ano, superando as projeções iniciais de R$ 40 milhões e configurando um acordo recorde no mercado nacional.



A diretoria explicou que essas tratativas fazem parte de um projeto mais amplo, em parceria com o Fluminense, que abrange não apenas o naming rights, mas também a venda dos chamados “Sector Rights” — direitos de nomeação de setores específicos do estádio —, potencializando as receitas. Na apresentação, foram exibidos exemplos visuais de como o estádio poderia ser renomeado, como “Maracanã Acme” e “Maracanã ABCD”.

Naming Rights do Maracanã
Naming Rights do Maracanã

Outro ponto ressaltado foi a busca por parceiros de grande porte e reputação, assegurando a compatibilidade com a tradição do Maracanã. Por se tratar de um patrimônio cultural tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o nome oficial do local seguirá sendo Estádio Jornalista Mário Filho, e qualquer modificação na fachada dependerá de autorização prévia do órgão.



Além do naming rights, o plano estratégico do Flamengo para o estádio inclui a criação de novas frentes de negócios, como eventos corporativos, lazer em dias sem partidas, restaurantes, entretenimento e licenciamento de produtos com a marca Maracanã. O objetivo é fortalecer a gestão do espaço e gerar receitas para reinvestir em infraestrutura e aprimorar a experiência do torcedor.

A primeira menção à venda dos naming rights ocorreu em abril, quando os clubes ainda avaliavam a ideia. Em junho, o governador Cláudio Castro se pronunciou de forma cautelosa:

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“Até agora não teve conversa alguma. Não obtive resposta, mas já pedi um estudo do edital (de licitação do Maracanã) para ver se isso é possível. Fiquei sabendo pela imprensa. Até agora os clubes não formalizaram. Eu vejo com um pouco de ceticismo e dificuldade pelo fato de o Maracanã ser todo tombado. Tem que ver na legislação. O Maracanã é a casa do futebol brasileiro. Não sei se a torcida se acostumaria a chamar de outro nome”, disse, embora tenha reforçado estar “100% aberto ao diálogo”.

Apesar das dúvidas iniciais, o Iphan confirmou que é possível liberar a exploração comercial do nome do Maracanã, e os clubes mantiveram o projeto ativo.

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