
O Flamengo conseguiu sair de La Plata, na Argentina, com um empate por 0 a 0 diante do Estudiantes, pela semifinal da Copa Libertadores, mas os números da partida revelaram uma atuação ofensiva bastante preocupante. Durante os 90 minutos, a equipe comandada por Leonardo Jardim não conseguiu acertar uma única finalização na direção do gol adversário.
Apesar de contar com jogadores de reconhecida qualidade técnica, o Rubro-Negro não encontrou soluções para superar o sistema defensivo argentino e terminou o confronto sem obrigar o goleiro Muslera a realizar qualquer defesa.
As estatísticas evidenciaram a diferença de produtividade entre os dois times. O Flamengo registrou somente cinco finalizações, nenhuma delas no alvo, enquanto o Estudiantes tentou marcar em 16 oportunidades, sendo seis chutes na direção do gol.
A superioridade argentina também apareceu no controle da partida. Os donos da casa terminaram o duelo com 55% de posse de bola e 454 passes realizados, contra apenas 332 passes do Flamengo.
Flamengo encontra dificuldades para construir jogadas ofensivas
A ausência de finalizações certas foi um dos principais reflexos dos problemas apresentados pelo Flamengo ao longo do confronto. Mesmo reunindo atletas como Samuel Lino, Jorge Carrascal, Bruno Henrique e Pedro, a equipe não conseguiu transformar o potencial individual de seus jogadores em oportunidades concretas de gol.
O time rubro-negro demonstrou dificuldades para manter a posse de bola, aproveitar os espaços deixados pela defesa adversária e encontrar alternativas para superar a marcação imposta pelo Estudiantes.
Pelos lados do campo, Carrascal e Samuel Lino tiveram pouco sucesso nas disputas individuais, sem conseguir criar desequilíbrios suficientes para abrir caminhos até a área argentina.
Já Bruno Henrique também enfrentou problemas para ganhar as disputas ofensivas e oferecer opções de ataque aos companheiros.
Como consequência, o Flamengo apresentou uma produção bastante limitada e não conseguiu construir jogadas capazes de colocar Muslera em dificuldades. O goleiro uruguaio terminou a partida sem precisar realizar nenhuma defesa, um retrato da falta de efetividade do setor ofensivo rubro-negro.
Estudiantes controla boa parte do confronto, mas desperdiça oportunidades
Enquanto o Flamengo encontrava dificuldades para chegar ao ataque, o Estudiantes assumiu o controle das ações em diferentes momentos da partida, conseguindo criar as situações mais perigosas.
A equipe argentina apresentou maior intensidade ofensiva, circulou a bola com mais frequência e conseguiu pressionar a defesa rubro-negra durante boa parte do confronto.
Apesar das 16 finalizações, sendo seis na direção do gol, os donos da casa não conseguiram aproveitar as oportunidades criadas e terminaram o duelo sem balançar as redes.
Diante desse cenário, o empate acabou sendo um resultado favorável ao Flamengo, principalmente pelo desempenho apresentado em La Plata.
Mesmo possuindo um elenco tecnicamente superior ao do adversário, o Rubro-Negro não conseguiu impor essa diferença dentro de campo. Pelo contrário, viu o Estudiantes controlar a posse de bola, ocupar melhor os espaços e exercer pressão em diversos momentos da partida.
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Com a igualdade sem gols na Argentina, a disputa por uma vaga na decisão da Copa Libertadores permanece completamente aberta.
O Flamengo terá que apresentar uma postura diferente no confronto de volta, especialmente na construção das jogadas ofensivas, setor que demonstrou grandes limitações diante do Estudiantes.
O reencontro entre as equipes está marcado para quinta-feira (22), às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã, quando será definido quem avançará à final da competição continental.
Para conquistar a classificação diante de sua torcida, a equipe de Leonardo Jardim precisará corrigir os problemas apresentados na Argentina e encontrar maneiras de transformar a qualidade técnica de seus jogadores em oportunidades reais de gol.












