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José Boto reconhece superioridade europeia, mas vê chance real para Sul-Americanos no Mundial

Dirigente do Flamengo destaca formato mais exigente e aponta possível vantagem por causa do calendário

José Boto em entrevista coletiva no Ninho do Urubu 2025
José Boto em entrevista coletiva no Ninho do Urubu 2025

A expectativa para a primeira edição da nova Copa do Mundo de Clubes da Fifa cresce a cada dia, e um tema que vem despertando curiosidade entre torcedores e especialistas é: como os clubes sul-americanos irão se comportar diante das superpotências do futebol europeu? Quem opinou sobre essa questão nesta quinta-feira (12) foi José Boto, diretor técnico do Flamengo.



Em entrevista coletiva concedida já nos Estados Unidos, sede do torneio, Boto comentou diversos pontos envolvendo a preparação rubro-negra para o Mundial, embora tenha evitado falar sobre o assunto Gerson, que tem gerado especulações nos bastidores. O dirigente português destacou que o momento exige concentração total no campeonato global e que essa experiência representa um novo desafio para o futebol do continente.

Formato do torneio pode nivelar o jogo

Ao ser questionado sobre o desequilíbrio entre o futebol europeu e o sul-americano, Boto reconheceu que os clubes da Europa estão em um nível superior, mas fez uma observação importante: a estrutura da nova Copa do Mundo de Clubes, com fase de grupos e mata-mata, exige mais do que apenas um bom jogo — exige regularidade.

“É uma excelente questão. Se ganhar pela primeira vez, de uma forma mais consistente — porque uma coisa é um jogo, outra coisa é uma competição onde existe alguma regularidade — , os times sul-americanos vão ser postos à prova com os times europeus. E vice-versa”, avaliou.



Na visão do dirigente, um eventual título de um sul-americano neste novo formato teria peso muito maior do que uma conquista em um duelo único. Isso porque o caminho é mais longo, desafiador e exige performance contínua.

Europeus ainda estão um passo à frente, afirma Boto

Apesar do otimismo com relação à preparação e ao potencial do Flamengo, Boto não escondeu a realidade: na sua leitura, o futebol europeu ainda dita o ritmo do alto nível, tanto em relação a jogadores quanto aos treinadores e às ligas.

“Eu já disse isso várias vezes: é óbvio que na Europa estão os melhores jogadores, os melhores técnicos, as melhores ligas. Naquilo que é minha visão, estão um patamar acima da América do Sul. Constituir isto não quer dizer que nós, Flamengo, não vamos encarar todos os jogos para ganhar. Vamos”, afirmou.

A fala do dirigente reforça a postura ambiciosa do clube da Gávea, que, mesmo reconhecendo a força dos rivais, mantém o foco em buscar vitórias e fazer bonito no torneio internacional.



Vantagem no calendário pode ser trunfo dos brasileiros

José Boto ainda sugeriu um possível ponto a favor dos times sul-americanos: o momento da temporada. Enquanto os clubes da Europa chegam ao Mundial após uma maratona de jogos e com elencos fisicamente desgastados, as equipes da América do Sul estão em pleno ritmo de competição, o que pode equilibrar um pouco as forças.

“O que temos é que estar conscientes do grau de dificuldade que é jogar contra os times europeus. Como eu também já disse, o fato disso ser em final de temporada na Europa pode trazer alguma vantagem para os times sul-americanos. Agora, não tenham dúvidas que na Europa está o melhor futebol”, concluiu Boto.



Estreia do Flamengo já tem data e horário definidos

O Flamengo estreia na nova Copa do Mundo de Clubes na próxima segunda-feira, dia 16, às 22h (horário de Brasília), contra o Espérance de Tunis (TUN). Em seguida, encara o Chelsea (ING) no dia 20, e finaliza a fase de grupos diante do Los Angeles FC (EUA) no dia 24, em Orlando. A torcida rubro-negra está mobilizada e sonha alto com a chance de ver o clube brilhar em solo americano.



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