Apesar do bom desempenho diante do poderoso Bayern de Munique, o Flamengo acabou sendo superado por 4 a 2 e deu adeus ao Mundial de Clubes nas oitavas de final. A atuação da equipe, comandada por Filipe Luís, foi elogiada por parte da torcida por manter o estilo de jogo característico. No entanto, o jornalista Renato Maurício Prado acredita que o duelo deveria servir de alerta para o treinador rever sua filosofia rígida.
Para RMP, a insistência de Filipe Luís em manter sempre a mesma estratégia, independentemente do adversário, pode ser prejudicial em momentos decisivos. Segundo ele, adaptar-se é essencial no futebol de alto nível.
“O que me incomodou um pouco, mas eu acho que essa partida do Bayern foi uma bela lição para o Filipe Luís, é que ele talvez comece a rever esse tipo de filosofia, de que nós temos uma maneira de jogar e vamos jogar sempre assim. Isso aí, para mim, não existe no futebol”, disparou o jornalista.
Desde que assumiu o comando técnico do Flamengo, Filipe Luís tem reforçado a importância de estabelecer uma identidade de jogo. Inclusive, antes do início do Mundial, declarou que não abriria mão do modelo construído nos meses anteriores apenas por encarar adversários mais fortes.
Renato sugere esquema com três zagueiros e lamenta falta de ajustes táticos
Na visão de RMP, a maneira como o Flamengo encarou o Bayern poderia ter sido mais equilibrada se o treinador rubro-negro tivesse adotado mudanças táticas específicas para o confronto. Entre as sugestões, o jornalista destacou a formação com três zagueiros como opção viável para conter o poder ofensivo do time alemão.
“Flamengo poderia ter jogado com três zagueiros. Flamengo tem três excelentes zagueiros. Flamengo poderia ter feito um esquema com três zagueiros, com Léo Ortiz, Danilo e Léo Pereira”, sugeriu.
Ele reforça que reconhecer a própria estratégia como principal não impede que ajustes pontuais sejam feitos conforme o contexto de cada partida, especialmente em duelos contra equipes de ponta como o Bayern.
“Você tem a sua maneira principal de jogar, você procura se impor e de dar o ritmo dentro da sua estratégia. Mas quando você pega um gigante como o Bayern, algumas adaptações poderiam ter sido feitas, como, por exemplo, a adoção de três zagueiros. E o Filipe não quis nem sequer cogitar essa possibilidade”, avaliou o comentarista.
As palavras de Renato Maurício Prado reforçam um debate recorrente sobre a flexibilidade tática no futebol moderno, e colocam sob os holofotes as decisões tomadas pela comissão técnica do Flamengo diante de desafios internacionais de alto nível.













