A torcida do Flamengo promoveu uma emocionante homenagem a Vinicius Júnior neste domingo (18), antes do início do clássico contra o Botafogo, no Maracanã, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. O tributo aconteceu poucos dias após a estreia do documentário “Baila, Vini”, lançado pela Netflix na última quinta-feira (15), que narra a trajetória do jovem atacante desde os tempos de base no clube carioca até o estrelato no futebol europeu.
O gesto de carinho por parte da Nação Rubro-Negra veio na forma de um mosaico levantado nas arquibancadas. A imagem reproduzia uma das comemorações mais marcantes do cria do Ninho: o momento em que Vinicius balançou as redes contra o Emelec (EQU), em 2018, e celebrou usando um óculos escuro com apenas uma lente. Junto à arte, o nome do documentário “Baila, Vini” foi exibido com destaque, reforçando o reconhecimento ao ídolo formado na base do Flamengo.
DOCUMENTÁRIO REVELA BASTIDORES E DESAFIOS DA CARREIRA
Na produção lançada pela Netflix, Vinicius Júnior conta em detalhes os principais episódios de sua vida, desde a infância até o momento em que deu seus primeiros passos no futebol profissional. O documentário acompanha sua evolução pessoal e profissional, passando por momentos cruciais de superação, dificuldades enfrentadas e a pressão de se destacar em um cenário de alto nível competitivo.
O conteúdo também aborda temas mais sensíveis e impactantes, como o racismo que o jogador sofreu ao longo da carreira, especialmente na Espanha, onde atua pelo Real Madrid. Além disso, o documentário traz depoimentos sobre sua relação com a Seleção Brasileira e o Flamengo, clube que o revelou e com o qual mantém laços afetivos até hoje.
EPISÓDIO RACISTA MARCA FESTA DO RIVAL BARCELONA
Infelizmente, enquanto era celebrado no Brasil, o nome de Vini Jr também foi alvo de mais um episódio lamentável de racismo na Espanha. Durante as comemorações do título do Campeonato Espanhol pelo Barcelona, também na quinta-feira (15), um torcedor da equipe catalã surgiu fantasiado de maneira ofensiva, vestindo uma camisa do Real Madrid com o número zero e o nome “Ficticius”, numa alusão pejorativa ao atacante brasileiro.
Além da provocação, o homem usou tinta preta no rosto para imitar um negro — prática conhecida como “Black Face”, que remonta ao século 19, quando artistas brancos se pintavam para ridicularizar pessoas negras. Essa atitude, considerada uma expressão racista, gerou repúdio imediato nas redes sociais e foi duramente criticada por internautas e jornalistas.













