José Boto, diretor de futebol do Flamengo, voltou a ser pauta no noticiário esportivo, mas desta vez fora das quatro linhas. O dirigente português, que chegou ao clube cercado de expectativa por seu currículo e promessa de profissionalizar ainda mais a estrutura de futebol, passou a ser alvo de críticas por seu comportamento fora de campo.
Durante a cobertura da Copa do Mundo de Clubes, Boto concedeu uma série de entrevistas a diversos veículos — nacionais e internacionais — e isso tem incomodado parte da imprensa. Um dos que não pouparam o dirigente foi o jornalista Vitor Sérgio Rodrigues, o VSR, que disparou contra a postura midiática do cartola.
“O Boto parece que está gostando da vida de ser dirigente de um time com a repercussão como o Flamengo. Ou está gostando da vida de ser influenciador, ou algo próximo disso”, declarou o jornalista, sugerindo que o português estaria mais interessado nos holofotes do que em preservar o ambiente interno do clube.
Declarações recentes acendem sinal de alerta
Para VSR, Boto está exagerando na quantidade de aparições públicas e entrevistas, o que estaria prejudicando o próprio Flamengo. O jornalista criticou a frequência com que o dirigente tem se pronunciado e os temas abordados por ele.
“O Boto tá falando demais, dando muita entrevista para falar de coisas que jogam contra o Flamengo”, avaliou.
Um exemplo citado foi a entrevista concedida por Boto a um meio de comunicação da Itália, na qual ele comentou que gostaria de contar com Vlahovic, atacante da Juventus. A fala, além de ser vista como fora de contexto, acabou gerando incômodo no entorno de Pedro, atacante do Flamengo, que não teria recebido bem a declaração.
Estratégia de autopromoção internacional?
Outro ponto levantado por VSR é o possível objetivo de Boto com tantas entrevistas para veículos estrangeiros. Para o comentarista, há indícios de que o diretor estaria buscando visibilidade internacional.
“Aliás, o Boto querendo dar muitas entrevistas para veículos estrangeiros, que não sei se ele está querendo se promover fora do país”, sugeriu o jornalista.
A postura de Boto contrasta com o discurso que apresentou quando chegou ao Flamengo. Na ocasião, ele defendeu um ambiente de futebol blindado, com menos circulação de informações e sem a presença constante de pessoas externas, como influenciadores e torcedores, nos bastidores do clube.
Agora, a crítica de VSR se baseia exatamente nessa contradição: o dirigente que queria blindar o departamento de futebol estaria, na verdade, abrindo demais as portas para os microfones — principalmente os de fora do Brasil.













