O Flamengo conseguiu deixar a definição de uma vaga na final da Libertadores para o Maracanã. Essa será a sexta vez que o clube disputará uma semifinal da competição desde 1981 e a quinta ocasião nas últimas oito edições. Apesar disso, o empate com o Estudiantes evidenciou dificuldades ofensivas da equipe comandada por Leonardo Jardim, especialmente pelas ausências de Jorginho, suspenso, e Arrascaeta, lesionado.
Diante desse cenário, o treinador português escolheu uma estratégia mais conservadora, priorizando a ocupação dos espaços no próprio campo e mantendo, na maior parte do tempo, superioridade numérica na defesa. O Estudiantes encontrou dificuldades para avançar pelo meio e tentou explorar as laterais, mas também não conseguiu aproveitar sua principal referência nas jogadas aéreas, Carrillo.
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A proposta de Jardim era chegar ao ataque por meio de lançamentos longos direcionados a Bruno Henrique ou com combinações ofensivas envolvendo Lucas Paquetá, Samuel Lino e Jorge Carrascal. Entretanto, essas alternativas não produziram o resultado esperado. A ausência de Arrascaeta reduziu a capacidade criativa do Flamengo, enquanto a falta de Jorginho também prejudicou a qualidade da conexão entre o meio-campo e o setor ofensivo.
Mesmo sem conseguir controlar a partida no campo adversário, o Rubro-Negro também não sofreu uma pressão constante do Estudiantes. Ainda assim, o goleiro Rossi precisou trabalhar bastante: foram seis defesas em 21 finalizações da equipe argentina, números que demonstram que os donos da casa conseguiram concluir suas jogadas.
O confronto teve mais intensidade física do que qualidade técnica. A equipe dirigida por Alexander Cacique Medina recorreu a entradas duras em diversos momentos, principalmente nas disputas entre o colombiano Monsalve e seu compatriota Carrascal.
O excesso de força nas divididas provocou incômodo nos jogadores do Flamengo. Em uma dessas situações, Lucas Paquetá chegou perto de ser expulso ao interromper uma saída de bola do Estudiantes.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
Por outro lado, o resultado não pareceu causar grande frustração aos argentinos. Nas fases eliminatórias anteriores, nas oitavas e nas quartas de final, o Estudiantes já havia conseguido avançar atuando fora de casa, diante de Universidad Católica e Corinthians, respectivamente.
O histórico recente entre Flamengo e Estudiantes em confrontos decisivos também ajuda a contextualizar a disputa. Em 2025, os clubes se enfrentaram por uma vaga nas semifinais, e o time carioca venceu o duelo de ida no Maracanã por 2 a 1.
Na partida de volta, disputada em La Plata, o Flamengo perdeu por 1 a 0 no tempo regulamentar, mas garantiu a classificação ao vencer a disputa de pênaltis por 4 a 2.
Na edição atual, as equipes também estiveram frente a frente durante a fase de grupos. Na Argentina, houve empate por 1 a 1, enquanto, no Rio de Janeiro, o Flamengo venceu por 1 a 0.
O empate sem gols na Argentina não representa necessariamente um resultado ruim para o Flamengo, já que a equipe decidirá a classificação diante de sua torcida. Entretanto, a dificuldade para criar oportunidades e transformar as jogadas em finalizações perigosas serve de alerta para Leonardo Jardim.
Sem Arrascaeta, o time perde criatividade, e a ausência de Jorginho afeta a construção das jogadas entre o meio-campo e o ataque. Para conquistar a classificação no Maracanã, o Rubro-Negro precisará encontrar alternativas para superar a marcação adversária e ser mais eficiente nas oportunidades que conseguir produzir.
Apesar das dificuldades apresentadas no primeiro encontro, a expectativa é de que o Flamengo consiga confirmar sua vaga na decisão. O retrospecto recente diante do Estudiantes e a possibilidade de atuar em casa são fatores favoráveis, mas a equipe precisará apresentar maior poder de decisão no setor ofensivo para evitar que a classificação fique ameaçada.













