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Flamengo reafirma sua identidade no Maracanã e confirma presença nas quartas da Libertadores

Rubro-Negro domina o Cruzeiro, supera momento de instabilidade no segundo tempo e avança na competição com protagonismo de Arrascaeta e Samuel Lino

Flamengo comemorando vitória contra o Cruzeiro, pela Libertadores no Maracanã
Flamengo comemorando vitória contra o Cruzeiro, pela Libertadores no Maracanã

Na teologia, um dogma representa um princípio essencial de uma doutrina, algo considerado verdadeiro, definitivo e impossível de ser colocado em dúvida. Não se trata de uma hipótese ou de uma simples ideia: é uma certeza estabelecida.



No universo do Flamengo, existe um exemplo bastante claro disso: Arrascaeta decide. O adversário pouco importa, assim como o momento vivido pelo uruguaio ou as comparações feitas ao longo dos anos.

Temporada após temporada, surge a discussão sobre “será tal jogador melhor que Arrascaeta?”. Os nomes mudam, alguns desaparecem do cenário, outros acabam seguindo para o futebol mexicano, mas o camisa 10 continua no Flamengo.

Ele permanece como referência do meio-campo rubro-negro e como parâmetro para os demais jogadores da posição. Muitos são comparados a ele, mas poucos conseguem alcançar o nível estabelecido pelo uruguaio. A realidade, portanto, continua sendo a mesma: Arrascaeta decide.



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Flamengo precisa jogar para frente

Outro princípio que parece fazer parte da identidade rubro-negra é a necessidade de atuar de maneira ofensiva. O Flamengo não nasceu para simplesmente se defender. O protagonismo e a iniciativa fazem parte da essência do clube.

Depois de algum tempo, Leonardo Jardim parece ter compreendido essa característica. Afinal, uma equipe com o elenco que o português tem à disposição precisa pressionar, criar oportunidades e controlar as ações da partida, em vez de apenas esperar pelo adversário.

Um Flamengo excessivamente defensivo acaba contrariando a própria natureza do clube. E foi justamente no Maracanã, considerado o grande templo da paixão rubro-negra, que essa característica voltou a ficar evidente.



Arrascaeta aparece novamente no momento decisivo

Na noite desta quarta-feira, o Flamengo voltou a mostrar que certas certezas não precisam ser discutidas. E uma delas apareceu logo no primeiro tempo: Arrascaeta decidiu.

Depois de uma excelente assistência de Pedro, o uruguaio finalizou com categoria e colocou o Rubro-Negro em vantagem. O chute foi daqueles que chamam atenção pela qualidade e pela precisão, deixando claro mais uma vez o poder de decisão do camisa 10.

O gol surgiu em uma etapa inicial de domínio absoluto do Flamengo. A equipe de Leonardo Jardim adiantou a marcação, pressionou o Cruzeiro, controlou o jogo e criou oportunidades.

Mergulhe na História Rubro-Negra:

O time mineiro teve enormes dificuldades para encontrar espaços e praticamente não conseguiu controlar a partida. O Flamengo ditava o ritmo, recuperava a bola rapidamente e dava a impressão de que o segundo gol seria apenas uma questão de tempo.

Queda de rendimento preocupa no segundo tempo

O cenário, entretanto, mudou após o intervalo. Nos primeiros 15 minutos da etapa complementar, o Flamengo praticamente deixou de participar do jogo.

A equipe perdeu intensidade, não conseguia pressionar da mesma maneira e passou a errar na construção das jogadas. A movimentação diminuiu, os passes passaram a colocar os companheiros em situações complicadas e os lançamentos pareciam não encontrar destino.

Depois de criar oportunidades suficientes para terminar o primeiro tempo com uma vantagem de dois ou até três gols, o Flamengo permitiu que o Cruzeiro encontrasse espaço para buscar o empate.

E foi exatamente o que aconteceu. Lucas Romero marcou para a equipe mineira, deixando o placar em 1 a 1 e recolocando o Cruzeiro na disputa pela classificação.

Samuel Lino responde e garante a classificação

O empate, porém, não permaneceu por muito tempo. Existe uma velha máxima segundo a qual “quem ri por último ri melhor”, justamente porque determinadas situações acabam se repetindo como uma espécie de verdade do futebol.

Foi então que Samuel Lino apareceu.

O atacante havia protagonizado uma situação complicada no primeiro jogo, em Belo Horizonte, quando acabou no chão durante o lance que resultou no gol do Cruzeiro. No Maracanã, porém, a história foi completamente diferente.

Samuel Lino deixou o marcador completamente fora de ação, levou a melhor no duelo individual e balançou as redes para recolocar o Flamengo na frente.

A jogada garantiu a vitória rubro-negra e mostrou que, apesar de um segundo tempo inicialmente complicado, o Flamengo encontrou forças para voltar a controlar o resultado.

Como costuma dizer Marcão, pai de Gérson, a vida não tem replay. E, justamente por isso, não existe necessidade de repetir um erro quando é possível fazer tudo certo na segunda oportunidade.

Flamengo está novamente entre os oito melhores

Com a vitória sobre o Cruzeiro, o Flamengo garantiu mais uma vez sua presença nas quartas de final da Libertadores da América.

A classificação também reforça a sensação de que Leonardo Jardim começa finalmente a compreender qual é o futebol que esse elenco pode oferecer.

O treinador tem à disposição um grupo que demonstra capacidade para pressionar, atacar, controlar partidas e buscar as vitórias de maneira protagonista. Ao mesmo tempo, os jogadores parecem cada vez mais conscientes de que possuem qualidade suficiente para atuar dessa forma.

Vencer, por si só, talvez não seja exatamente um dogma. Mas quando a palavra aparece repetidamente no hino do clube, fica difícil não associá-la à própria natureza do Flamengo.

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